O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, voltou a responsabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela possibilidade de novos produtos brasileiros serem taxados pelos Estados Unidos.
Durante agenda nesta quarta-feira (3), na Ceasa Minas, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o parlamentar criticou a condução da política externa brasileira e questionou se terá de lidar com mais essa situação no futuro.
“É outro problema que eu vou ter que resolver?”, afirmou o senador ao comentar o tema.
Na mesma agenda, Flávio declarou que, mesmo sem ocupar a Presidência da República, teria atuado mais em favor dos interesses brasileiros do que o atual governo nas relações com os Estados Unidos.
“Eu sou pré-candidato, eu não sou o presidente da República ainda. Mas, em dois dias, fiz mais pelo povo brasileiro do que o Lula em 20 anos”, disse.
Críticas a Lula e defesa de diálogo com os EUA
Flávio também voltou a afirmar que enviou uma carta ao governo norte-americano com o objetivo de evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a postura adotada pelo governo Lula tem prejudicado o relacionamento diplomático e comercial entre os dois países.
O senador criticou ainda as declarações do presidente brasileiro em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu uma aproximação maior entre os governos.
“Eu falei para ele: ‘Presidente, não precisa negociar com o Brasil impondo tarifas, porque, a partir de janeiro do ano que vem, você vai ver um presidente da República que faça’. Mas aí vem o Lula, começa a atacar os Estados Unidos e ignora a relação comercial”, declarou.
Agenda em Minas Gerais
A visita à Ceasa Minas marcou o último dia da passagem de Flávio Bolsonaro por Minas Gerais. Após cumprir compromissos em Contagem, o senador seguiu para Betim e, posteriormente, para Patos de Minas.
Na terça-feira (2), ele recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte durante cerimônia realizada na capital mineira.
EUA estudam novas tarifas contra o Brasil
As declarações de Flávio ocorrem após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação envolvendo práticas comerciais de diversos países, incluindo o Brasil.
Segundo o órgão norte-americano, uma nova tarifa adicional de 12,5% foi proposta para produtos brasileiros. A investigação analisou supostas falhas de 60 países na prevenção da entrada de mercadorias produzidas com mão de obra forçada em seus mercados.
A proposta foi divulgada um dia após outra recomendação do USTR sugerir uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras. Nesse caso, o relatório questiona práticas comerciais adotadas pelo Brasil e cita temas como o sistema de pagamentos Pix e regras regulatórias do país.
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