O som do motorzinho, a anestesia, a lembrança de uma consulta difícil na infância: não é segredo que muitos brasileiros sentem algum nível de resistência na hora de ir ao dentista. Em alguns casos, esse receio é tão intenso que chega a afastar o paciente do consultório, um quadro que tem até nome: odontofobia.
E o tema está longe de ser exceção. Em alusão ao Mês do Dentista — em outubro, é celebrado o Dia Mundial do Dentista (03) e o Dia do Cirurgião-Dentista (25) — um estudo da Simples Dental, principal software de gestão odontológica da América Latina, ouviu 500 brasileiros de todas as regiões do país e descobriu que 50% dos entrevistados têm medo de ir ao dentista. Desses, 20% relataram até mesmo quadros de ansiedade antes das consultas.
Uma das principais consequências desse cenário é o adiamento das idas ao consultório, o que pode comprometer diretamente a saúde bucal. Segundo a pesquisa, 35% dos respondentes afirmaram já ter adiado consultas odontológicas por pelo menos seis meses, enquanto 22% chegaram a ficar mais de um ano sem atendimento pelo mesmo motivo.
Mas, afinal, de onde vem esse receio? Para 64,6% dos entrevistados, o medo da dor, das agulhas e da anestesia é o principal agravante. Em seguida, aparecem as experiências ruins no passado, especialmente na infância (50,2%), e o barulho, o cheiro ou a aparência dos equipamentos (36,2%).
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